Movido pela mente, Ricky Ribeiro traz questões sobre mobilidade urbana para o Path Amazônia

Em sua palestra inspiradora, Ricky Ribeiro fala sobre como as cidades podem focar em mobilidade urbana, sustentável e com acessibilidade, além de contar brevemente sua história de vida e como foi superando os obstáculos impostos pelo diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).


“Sonho com uma grande transformação em nossas cidades para que elas fiquem mais humanas, inclusivas, agradáveis, democráticas e sustentáveis”. Essa frase é uma entre tantas frases inspiradoras que o fundador do portal Mobilize Brasil, consultor na empresa Ernest Young e autor do livro “Movido Pela Mente”, Ricky Ribeiro, fala em sua palestra sobre sobre cidades, com foco em mobilidade urbana sustentável e acessibilidade.


Ricky é autoridade no assunto e sua história de vida motiva qualquer pessoa a seguir em frente diante dos obstáculos. E estes obstáculos não faltam para quem necessita se locomover pelas cidades através das calçadas que nem sempre são feitas respeitando a mobilidade urbana.


Nosso palestrante foi diagnosticado aos 28 anos de idade com uma doença neurológica chamada Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), a mesma doença que tinha o físico, Stephen Hawking, que leva à paralisia gradativa dos movimentos dos músculos voluntários e da fala. Hoje, mesmo sem conseguir gesticular ou utilizar sua voz, ele espalha seu conhecimento pelo Brasil afora com o auxilio de uma tecnologia que utiliza um leitor óptico possibilitando que Ricky se comunique através de texto e voz digital.


Após o diagnóstico, Ricky, que é graduado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), com mestrado em Sustentabilidade pela Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) e MBA Executivo pela Universidade de Barcelona (UB), estudou muito sobre mobilidade urbana e aprofundou seus conhecimentos em relação aos obstáculos que encontrou com a ELA. Depois de 5 anos vivendo somente em casa, dentro do escritório e quarto, resolveu voltar a circular pela cidade através de uma cadeira de rodas motorizada e passou a ser chamado para dar palestra sobre mobilidade urbana e sobre sua vida.


“Trabalhar por um bem comum sempre me deu grande satisfação e isso não mudou após ser diagnosticado com ELA, pelo contrário, a noção da brevidade da vida aumentou meu desejo de deixar um legado e me dedicar a algo que fizesse sentido para mim, ser útil não depende dos movimentos, mas sim dá vontade”, explica Ribeiro.


Durante esse tempo, Ricky também criou um portal sobre mobilidade urbana chamado Mobilize Brasil, que hoje é o maior canal de comunicação sobre os desafios da mobilidade nas cidades em todas as esferas. No Brasil, Ricky encontrou um cenário ainda muito pobre em relação à forma como as cidades tratam o tema, com carros e rodovias tomando o lugar de ciclofaixas, calçadas e vias com suporte à acessibilidade.


A mobilidade urbana, de acordo com o antigo ministério das cidades, é o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visam proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano através da priorização dos modos de transporte coletivo e não motorizados de forma efetiva, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável.


Segundo Ricky, parte desses problemas em relação à mobilidade urbana se baseia no transporte individual motorizado de carro e moto, que gera muitos impactos negativos para as pessoas, cidades e o planeta. Implica em consumo elevado de energia, de recursos naturais e de espaço público, causando problemas como poluição, acidentes, doenças e perda de produtividade. “Hoje em dia, muito se fala em novo normal, mas o que existia antes da pandemia não era nada normal”, completa.


Toda essa dedicação ao tema rendeu a Ricky uma homenagem durante o prêmio Trip Transformadores, além disso é uma das principais vozes a favor de uma cidade que respeita a acessibilidade e a mobilidade urbana, atualmente está envolvido em um projeto de consultoria de smart cities, em parceria com as Nações Unidas e o governo britânico, para melhorar o transporte público de Belo Horizonte.


“Acredito que a maior lição que aprendi na vida foi não desistir jamais, mesmo quando os obstáculos à nossa frente e parecem intransponíveis, eu recebi uma sentença de morte chamada Esclerose Lateral Amiotrófica que me recusei a cumprir, não é porque estou aprisionado em um corpo que me aprisionaram alma, sou movido pela mente”, conta Ricky Ribeiro.


A conversa com Ricky estará entre as 70 horas de conteúdos transformadores que abordam ideias, iniciativas, soluções atuais e inovadoras de sustentabilidade e regeneração do planeta. E está chegando, é neste final de semana, dias 30 e 31 de outubro, na plataforma digital do Festival Path Amazônia.


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