top of page

Vivemos acelerados

A sociedade da informação é um fenômeno que se desenvolveu com a popularização da internet e das tecnologias móveis. Com o acesso à informação cada vez mais fácil e rápido, a cultura e os costumes passaram a ser mais acelerados.



A vida cotidiana se tornou mais ágil e o conteúdo consumido nas redes sociais é cada vez mais rápido e curto. Essa aceleração também se reflete na música, com a tendência de músicas mais curtas e diretas ao ponto. O artigo tratará sobre como essa aceleração afeta nossa sociedade e cultura.


Nessa semana o tema “vida acelerada” veio à tona nas redes sociais como Linkedin e Twitter, em uma pesquisa feita com mais de 2 mil pessoas pela consultoria Opinion Box, tentou compreender como elas ouvem, consomem e quais são seus hábitos relacionados à música. Entre os entrevistados, 49% descobrem novas músicas através das redes sociais, tendo o Youtube, Instagram e TikTok como principais vetores para viralizar músicas.


Entre os estilos mais ouvidos estão o Sertanejo (48%), o Pop (45%), MPB (44%) e Rock (41%). Dentro desse cenário temos os trechos de músicas que estão viralizando com vídeos que misturam "trends" e "challenges" de 15 segundos a 1 minuto, com trechos de músicas que estão no top global em aplicativos de streaming musicais.


E como a música está sempre atrelada à cultura e costumes humanos, a tendência é que a velocidade de consumo em geral de conteúdo seja cada vez mais acelerada, transparecendo também em nosso cotidiano.


O consumo de música através de plataformas digitais está influenciando a produção cultural e a forma como os artistas e produtores apresentam suas obras. A busca por músicas curtas e com menos taxas de rejeição têm resultado em canções com pouco mais de 80 segundos presentes no ranking da BILLBOARD.


Do streaming para o cotidiano


Em um período de dez anos, as plataformas de streaming digital se tornaram a principal forma de consumo de música e vídeo no mundo, trazendo mudanças significativas na forma como as pessoas consomem, avaliam e interagem com o conteúdo. O sucesso comercial das músicas, filmes e séries depende cada vez mais de interações com algoritmos e inteligência artificial da plataforma, resultando em alterações na forma como o conteúdo é produzido.


Esse comportamento se reflete no cotidiano e nos hábitos das pessoas, com o avanço da tecnologia, os posts e vídeos virais das redes sociais estão cada vez mais curtos, o que influencia nos hábitos do dia a dia das pessoas, criando uma sociedade que procura o prazer mais curto.


Isso significa que as pessoas estão cada vez mais interessadas em momentos curtos de diversão, e os conteúdos criados para atender essa demanda são cada vez mais divididos entre segundos e objetivos. Assim, as pessoas passam a ter um relacionamento cada vez mais superficial com as informações que consomem, e são estimuladas a consumir conteúdos que oferecem satisfação imediata.



Seja um post engraçado ou um vídeo emocionante, esses conteúdos incentivam o nosso cérebro a produzir dopamina, o neurotransmissor responsável pelo prazer e recompensa. Quando nos deparamos com um conteúdo viral, nosso cérebro secreta essa substância, e assim somos motivados a compartilhar esse conteúdo com outras pessoas.


Isso cria uma espécie de 'barrinha de progresso', pois quanto mais compartilhamos esse conteúdo, mais dopamina é produzida. Isso nos faz sentir bem consigo mesmos e nos incentiva a procurar novos conteúdos para compartilhar.


Precisamos parar um pouco


O ritmo acelerado da tecnologia e da informação também teve impacto em nossas rotinas diárias e na maneira como vivemos nossas vidas. De compras online a reuniões virtuais, a tecnologia tornou muitas tarefas mais eficientes e convenientes. No entanto, também pode levar à falta de tempo de inatividade e à sensação de estar constantemente conectado e de plantão. Encontrar maneiras de desconectar pode ajudar a neutralizar isso.


À medida que a tecnologia continua a evoluir, é importante considerar as maneiras pelas quais ela está moldando nossa sociedade e nossa vida diária. Embora tenha trazido muitos benefícios e conveniências, é importante estar ciente de suas possíveis desvantagens e tomar medidas para mitigá-las. À medida que avançamos, será fundamental encontrar um equilíbrio entre utilizar a tecnologia em todo o seu potencial e, ao mesmo tempo, cuidar do nosso bem-estar.



O avanço das novas tecnologias e o cotidiano cada vez mais acelerado estão afetando nossa saúde mental profundamente. O aumento da ansiedade, depressão, e outras doenças mentais, são reflexos desses hábitos.


Muitos especialistas alertam que a pressão para que as pessoas se mantenham produtivas e sempre conectadas, aliada às facilidades tecnológicas, tem causado estresse desnecessário na vida das pessoas. Os celulares, por exemplo, são os grandes responsáveis por isso. Estamos sempre à procura de notificações, notícias e informações que nos liguem a todos os lugares do mundo.


Porém, perder um pouco da conexão com o mundo virtual é necessário para que possamos ter uma vida saudável. É preciso praticar a atenção plena, para que possamos estar presentes no momento atual e desfrutar o que temos de melhor.


É preciso ter autocontrole e aprender a desligar de tudo o que nos causa ansiedade e preocupação. Desligar de vez em quando não significa perder nenhuma informação importante, mas sim fazer uma pausa para se concentrar em nós mesmos.


Além disso, é importante estabelecer metas realistas e praticar exercícios físicos regularmente. Essas atividades ajudam a reduzir o stress e melhorar o bem-estar mental. Praticar meditação também é uma ótima técnica para relaxar e aliviar os sintomas da ansiedade.


Estamos sendo gamificados?


As plataformas digitais estão cada vez mais utilizando técnicas de gamificação para manter os usuários engajados em suas plataformas. A gamificação é o processo de adicionar elementos de jogo em atividades não lúdicas, como trabalho ou estudo, com o objetivo de aumentar o interesse e motivação dos usuários.


As redes sociais, por exemplo, utilizam a gamificação através de curtidas, comentários e seguidores para criar uma sensação de sucesso e gratificação instantânea. Outras plataformas, como aplicativos de exercícios, usam a gamificação para incentivar os usuários a serem mais ativos, através de desafios e recompensas.


Como se desconectar desse cenário de gamificação, mesmo que por pouco tempo? Neste bate papo, Fernanda e o Professor Marcos Rojo abordarão a importância do autocuidado para a promoção de saúde, isto é, o papel ativo que cada indivíduo pode exercer para um caminho possível de maior bem-estar. E como técnicas tais como o yoga e a meditação podem auxiliar no autoconhecimento e no cultivo de habilidades pró-sociais.

A gamificação tem um efeito positivo na manutenção da atenção e no aumento da motivação, mas também pode ter efeitos negativos na saúde mental da sociedade. A exposição constante às notificações e a necessidade de manter uma atividade constante nas plataformas digitais podem causar ansiedade e estresse. Além disso, a busca constante por curtidas e seguidores pode levar a problemas de autoestima e autoimagem.


Para evitar esses efeitos negativos, é importante que os usuários desenvolvam consciência sobre como as plataformas digitais estão utilizando a gamificação e aprendam a usá-las de forma consciente e equilibrada. Isso inclui estabelecer limites de tempo e evitar a comparação com outras pessoas nas redes sociais.



0 comentário

Comments


bottom of page